Resenha: O Desaparecimento de Katharina Linden



Título: O Desaparecimento de Katharina Linden
Autora: Helen Grant
Páginas: 320
Editora: Bertrand Brasil

Sinopse:

No dia em que Katharina Linden desapareceu, Pia foi a última pessoa a vê-la com vida. 
O terror se espalhou pela cidade.
Como uma garotinha de dez anos poderia desaparecer num lugar em que todos se conheciam?

Pia está decidida a descobrir o que aconteceu com Katharina.
No entanto, quando outra menina desaparece...

"Uma estreia louvável de uma escritora para se ficar de olho."
The Daily Mail


Um livro com altos e baixos, O Desaparecimento de Katharina Linden é um suspense muito bem descrito e, em dados momentos, um tanto entediante!


Em primeira pessoa, a história é narrada aos olhos de uma Pia Kolvebach já adulta e se passa em Bad Münstereifel, uma pequena cidade da Alemanha. Além de todo o suspense em torno dos desaparecimentos das meninas, a autora colocou também alguns pontos sobre a cultura e lendas locais, juntamente com palavras e expressões na língua alemã. 

Bad Münstereifel
Imagem do Google
Justamente essas palavras e expressões em alemão, trazem um algo a mais para o enredo, mas também colocam um pouco a perder. O fato é que o livro possui um glossário em suas últimas páginas, e caso você não saiba alemão, terá que ficar consultando enquanto lê, o que atrasa e atrapalha a leitura. Ao mesmo tempo, você acaba adquirindo conhecimento nessa área, por conta da variedade de palavras. 

As lendas da cidade de Münstereifel são o ponto alto da história. Segundo a biografia da autora, elas são reais e foram a inspiração para que ela escrevesse o livro. A forma como Pia e seu amigo Stefan Fedido assimilam essas lendas com os desaparecimentos é o que movimenta e traz teorias de que uma força maligna estaria atuando na cidade. 
''Um sinal de forças malignas atuando na cidade  anunciou ele, evidentemente repetindo o que a avó dissera.''
A história poderia muito bem ser contada em aproximadamente 270 páginas, o que acontece é que a repetição de enredo acaba cansando. Logo na sinopse já é dito que uma outra menina iria desaparecer, e a autora acaba por prolongar essa informação por tempo demais, e muitos capítulos terminam com isso, de que outra garotinha desapareceria. 





















Detalhes muito bem apresentados, e que de certa forma impulsionaram a história, foram as brigas familiares, a amizade de Pia e Stefan e o desgosto que muitas vezes a mãe de Pia apresenta contra Münstereifel, onde ela diz que o lugar onde ela nasceu na Inglaterra era muito melhor de se viver.
"Hans, o Inabalável  murmurei diversas vezes, encostada na lã áspera da jaqueta, como se o nome em si fosse um talismã.  Hans, o Inabalável. Por fim."
A diagramação da obra é simples, sem muitos adornos e suas folhas são amareladas. A capa é minimalista, quase totalmente tipográfico, sem ser pelos detalhes dos olhos, que com o passar da leitura revela do que se trata. 
NOTA:




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